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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Falando mais de Silvicultura

PARA OS LEITORES QUE APRECIAM A SILVICULTURA DENTRO DO SETOR FLORESTAL, VALE A PENA DAR UMA LIDA NA OPINIÃO ABAIXO QUE COMPÔS O EDITORIAL DA ÚLTIMA EDIÇÃO DA REVISTA OPINIÕES: " O CAMINHO IDEAL DA SILVICULTURA BRASILEIRA"

SOLUÇÃO INTELIGENTE

Por Xico Graziano
Especialista em Meio Ambiente


Noutro dia, promovendo meu Almanaque do Campo, livro que lancei recentemente, destaquei o fato de o Brasil ainda manter preservados 517 milhões de hectares de florestas nativas, representando 60,7% do território nacional. Alguns estudantes presentes na palestra que eu ministrava duvidaram do número. Tive que provar.

Os ambientalistas, muitas vezes, apreciam raciocinar com o apoio negativo dos desastres ecológicos e se surpreendem quando enfrentam alguma informação positiva sobre o meio ambiente. Por isso fui ao ataque: nosso país não apenas mantém grande parcela da vegetação original, como está formando novas florestas.

Aí sim aumentou a incredulidade da minha jovem assistência. “Como assim?!” “Fácil”, retruquei. Existem quase 7 milhões de hectares plantados com florestas. Em comparação, todos os cafezais brasileiros somam 2,3 milhões de hectares. Quer dizer, crescem bilhões de árvores por aí afora.

A luta pela informação continuou. “Mas não são espécies exóticas”, me questionaram. “Sim”, respondi. O pinus e o eucalipto são tão estrangeiros quanto o arroz com feijão nosso de cada dia, a laranja e o café do lanche, a alface e o tomate da salada... Nenhuma dessas plantas comestíveis tem origem tupiniquim, embora ninguém as cultive com preconceito.

Utilizo essa pequena história para me amparar no combate ao catastrofismo ecológico e seus raciocínios preconceituosos. A polêmica discussão sobre o Código Florestal atesta a capacidade de confusão que reina sobre a agenda verde em nosso país. Falsos argumentos, quase sempre, baseiam a radicalização do embate entre ambientalismo e ruralismo, recheado de “achismos” que machucam o bom senso. É perfeitamente possível produzir no campo sem degradar a natureza, embora seja necessário encontrar, através da tecnologia e da cultura humana, os limites dessa disputa pelo uso dos recursos naturais disponíveis.

Certas sociedades do passado entraram em declínio, ou mesmo soçobraram, devido ao desmatamento desenfreado, conforme mostra Jared Diamond em Colapso, seu magnífico livro.

Soa ridículo exigir que a agropecuária brasileira retroceda, abandonando áreas ocupadas historicamente pelas culturas e criações que permitiram desenvolver a civilização. Por outro lado, seria o cúmulo da imbecilidade imaginar que a expansão agrícola devesse seguir o rumo do passado perdulário, degradando a natureza.

A necessária adequação do Código Florestal não vai afetar nem a fome no mundo nem o aquecimento global. Esses argumentos extremistas embasam bons discursos, mas nada constroem. Reconhecer e valorizar a agricultura consolidada do País, exigindo boas práticas de produção, não impede avançar na proteção da biodiversidade.

Nesse contexto, existe, com certeza, muito espaço para a silvicultura brasileira avançar, ocupando novas e importantes áreas do território, gerando empregos, renda e divisas. Tal expansão, que julgo inevitável, não poderá ocorrer sob a encrenca dos dualismos estéreis, como aquele que demoniza as espécies exóticas versus o que sublima os plantios florestais. Quem vislumbra o futuro com boa ventura deve apostar no profissionalismo.

A oportunidade política de mais bem encaminhar a agenda florestal se abre com a posse dos novos mandatários, na União e nos estados. Todos estão organizando seus novos planos de trabalho. Chegou a hora de fugir dos chavões – ruralistas ou ambientalistas – e partir para as soluções, acompanhadas de políticas públicas eficazes. Falar em apagão florestal também já cansou a turma.

Ao finalizar, chamo a atenção para um ponto fundamental na agenda da nossa silvicultura: a necessidade de se investir mais na comunicação com a opinião pública. Não adianta reclamar que os incautos adversários da silvicultura só dizem abobrinhas e causam futricas. Torna-se necessário mostrar à sociedade as vantagens das florestas plantadas e convencê-la disso. E fazê-las, efetivamente, se tornarem realidade, embasando o marketing do setor. Tudo com total transparência.

O Brasil não pode temer a agenda ambiental. Pelo contrário, deve tomá-la como um desafio e uma grande oportunidade de liderar a economia verde mundial. Nesse caminho, contará com a força da sua silvicultura. Uma solução inteligente, com certeza.

FONTE: http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?id=692




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Madeira tratada melhora desempenho da construção civil

Além de ser mais barata, a madeira tratada de florestas plantadas oferece resistência a pragas, dura mais e é ‘ecologicamente correta’

O fator cultural está ligado diretamente à resistência na utilização de madeira tratada de florestas plantadas na construção civil, afetando o setor industrial-madeireiro nacional. De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM) Flavio Carlos Geraldo, no Brasil o alicerce construtivo baseia-se em construções feitas de alvenaria, bem diferente do que acontece nos Estados Unidos e Austrália.


Segundo o executivo, a falta de conhecimento interfere diretamente no uso da madeira tratada na construção civil. “Muitos arquitetos não conhecem os benefícios do uso desse material, que pode oferecer maior empenho nas composições estruturais, pois a robustez aliada ao tratamento químico resulta em longevidade, fica de 10% a 20% mais barato que estrutura com madeira nativa serrada, oferece boas características técnicas, beleza singular e acima de tudo é uma opção sustentável.”, destaca Flavio.


São produzidos por ano no Brasil, um milhão e duzentos mil metros cúbicos de madeira tratada, considerando que 10% se destinam a construção civil, já que para os setores elétricos e ferroviários 15%, os outros 60% ao setor rural, com a elaboração de mourões, esticadores entre outros. Na construção civil como um todo, não existe restrição para o uso da madeira tratada. As opções de projetos estruturais são várias, entre elas, casas, pontes, passarelas, playgrounds, coberturas, mirantes, telhados, galpões, entre outras.


O tratamento de eucalipto e pinus é realizado em usinas de tratamento por vácuo pressão ou autoclave. “Existem 250 unidades de tratamento no Brasil. Funciona assim, num cilindro [autoclave] são introduzidos os produtos químicos preservantes, que variam de acordo com o tipo de árvore utilizada.”, afirma o diretor da ABPM.


Com auxílio dos campos da mecânica e da química, o equipamento de autoclavagem, é o único com capacidade de impregnar profundamente a madeira com produtos inseticidas e fungicidas de ação comprovada, protegendo o suplemento contra apodrecimento, cupim e outros problemas biólogos de deterioração.


Segundo Flavio Carlos Geraldo, a madeira cultivada tratada na construção emprega muitos benefícios, além de ser ecologicamente correta, poupando o planeta, diminui a pressão sobre matas nativas. Considerado um recurso 100% renovável de ciclo curto, além de garantir maior durabilidade para peça final.


“Uma peça retirada da mesma família [mesma árvore] empregada com a mesma finalidade, pode obter diferença de durabilidade de 10 anos.”, diz ele. A de eucalipto ou pinus tratada com sistema técnicos das NBR pode ter durabilidade superior a 15 anos.


Fonte:Celulose Online


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sistemas Agroflorestais

E aí pessoal, curtindo o blog?
Bem, essa postagem é bem interessante não só pra aqueles que cursam Engenharia Florestal, mas também a critério de conhecimento de outro modo da utilização mista de dois grandes potenciais econômicos (a AGRICULTURA e o SETOR FLORESTAL), sem perder o mais visado por todos: o LUCRO(para poder comparar esse critério do lucro temos que lembrar que o mesmo depende de vários fatores que poderemos discutir depois num próximo post).
Um Sistema Agroflorestal - SAF não é dificil de fazer, não é coisa de outro mundo, aliás, poderíamos sim dizer que é coisa de um mundo melhor, mais saudável e sustentável, a partir de sua análise, além de ser o topo da Agroecologia.
Pensar em SAF é pensar na estabilidade e resiliência de um agroecossistema, pois baseia-se na diversidade de espécies, que juntas, cooperam para a capacidade de resistência e recuperação do meio às perturbações externas.
Desenvolver um SAF requer a observação, manejo e compreensão da vegetação nativa em se recuperar. Neste o agricultor é parceiro fiel da natureza e de seu processo de sucessão natural.
A sucessão natural se inicia com o mato rasteiro, depois um mato maior, na seqüência uma capoeira mais fina e por último uma capoeira densa e grossa. Todo esse complexo recupera e mantém o solo e suas características mais importantes bem como sua vegetação nativa.
Esta condição de riqueza e estabilidade favorece ao agricultor uma boa produção de forma mais sustentável, com retornos e ganhos para ambas as partes.
A agrofloresta é uma agricultura diferente, baseada na diversificação das espécies com várias funções na mesma área, que vão desde a produção de matéria orgânica para o solo, leguminosas para fixação de nitrogênio e adubos, forragem, madeiras para lenha, bem como alimentos e incremento de renda para as famílias.
Esta forma de agricultura é de boa qualidade e melhora a qualidade de vida das famílias, envolvendo o agricultor, a mulher agricultora e o jovem agricultor na atividade.
Bom, mas toda boa prática de agricultura requer cuidados que intensifiquem o seu desenvolvimento. O manejo de um SAF necessita de conhecimento e técnicas a serem realizadas no momento certo, para se obter os resultados esperados. Dentre as práticas agroflorestais importantes estão:
Capina Seletiva
Plantio Consorciado Denso
Poda (de rejuvenescimento e drástica)
Uma agrofloresta pode ser implantada em qualquer área, desde que o agricultor/a conheça as potencialidades de cada uma e considere quatro pontos importantes que são as condições do solo, o que se quer produzir, o calendário agrícola e a vegetação nativa. A partir desses princípios pode-se partir para uma boa organização do SAF.
Fazendo parte desse sistema se colabora para a manutenção da natureza e suas potencialidades, jamais esquecendo do seu princípio.

Princípio da Agrofloresta: Viver sustentável, diversificando a produção, garantindo a produtividade dos solos durante o ano todo, em todos os anos.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Engenheiro Florestal em Ação

EM QUE SETORES ATUAR?

  • Biotecnologia
  • Controle de plantas invasoras
  • Dentrologia
  • Dendrologia e Anatomia da Madeira
  • Ecologia Florestal
  • Genética e Melhoramento Florestal
  • Propagação de Plantas
  • Sementes Florestais
  • Sistemas Agroflorestais
  • Solos e Fertilização Florestal
  • Técnicas Silviculturais

  • Arborização e Paisagismo
  • Entomologia Florestal
  • Ergonomia e Segurança no Trabalho
  • Incêndios Florestais
  • Meio Ambiente
  • Manejo de Bacias Hidrográficas
  • Manejo de àreas Silvestres
  • Parques e Reservas Florestais
  • Patologia Florestal

  • Computação Aplicada à Ciência Florestal
  • Colheita e Transporte Florestal
  • Inventário Florestal
  • Economia e Planejamento Florestal
  • Estradas Florestais
  • Fotogrametria e Sensoriamento Remoto
  • Inventário Florestal
  • Sistemas de Informações Geográficas

  • Anatomia da Madeira
  • Celulose e Papel
  • Energia da Madeira
  • Óleos Essenciais
  • Preservação da Madeira
  • Resinagem
  • Serraria e Secagem da Madeira

Agora vejamos um balanço que comprova a importância dessa profissão para o Brasil..

SETOR FLORESTAL BRASILEIRO
1.Dados Sócio-Econômicos

PIB FlorestalUS$ 21 bilhões (4% do PIB nacional)
ExportaçõesUS$ 5,4 bilhões (10% do total)
Consumo de Madeira300 milhões m3/ano (Nativas + Plantadas para todos os fins)100 milhões m³/ano (Plantadas para uso industrial)
Impostos RecolhidosUS$ 2 bilhões
Empregos Diretos + IndiretosTotal: 2 milhões (Nativas + Plantadas)Plantadas: 500 mil
Hectares plantadosTotal: 4,8 milhões ha (Eucalipto + Pinus)Eucalipto: 3,0 milhões haPinus: 1,8 milhão ha

Fonte: SBS, 2001.

E aí se interessaram?
Busque então onde realizar esse magnífico curso: UFG, UnB, UFV, UFLA, UFPR, ETC.
No mais não fiquem de fora desses assuntos, pois sendo ou não da "floresta" tudo isso de alguma forma tem importância para o Planeta e a todos nós!

E Em breve...


INFORMAÇÕES SOBRE ESPÉCIES ARBÓREAS IMPORTANTES E MAIS DETALHES SOBRE AS ÁREAS DE ATUAÇÃO PARA UM ENGENHEIRO FLORESTAL!

FIQUE LIGADO  xD



Engenharia Florestal




Origem da Engenharia Florestal no Brasil

Em 1960 foi criada a Escola Nacional de Florestas, primeira do ramo no Brasil, sediada em Viçosa e posteriormente transferida para Curitiba em 14 de novembro de 1963. O período inicial de funcionamento do curso, de 1961 a 1969 foi caracterizado pela existência do Convênio de Assistência das Nações Unidas, através da FAO, conhecido como "Projeto 52". De 1971 a 1982 vigorou o Convênio de Cooperação Técnica entre a UFPR e a Universidade Albert-Ludwig, de Freiburg, Alemanha. Foi durante este período que houve um efetivo desenvolvimento da Faculdade de Florestas de Curitiba em ensino, pesquisas e extensão florestal incluindo a criação, em 1973 do primeiro curso de Pós-Graduação a nível de mestrado em Engenharia Florestal do Brasil. Posteriormente, 1982, foi também criado o primeiro curso a nível de doutorado em Engenharia Florestal do Brasil.




Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/engenharia-florestal/engenharia-florestal-7.php